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Aspergilose pulmonar crônica: diretrizes clínicas

A aspergilose pulmonar crônica (APC) é uma doença pulmonar rara e problemática, que afeta cerca de 240 mil pessoas na Europa e pode complicar outras doenças respiratórias. A forma mais comum da doença é a aspergilose pulmonar cavitária crônica (APCC). Sem o tratamento adequado, a APCC pode progredir para a aspergilose pulmonar fibrosante crônica.

Em artigo, um grupo de pesquisadores de diversos países descreveram alguns pontos-chaves de diretrizes clínicas, radiológicas e microbiológicas desenvolvidas por especialistas em APC. De acordo com estas diretrizes, o diagnóstico da doença requer uma combinação de características: uma ou mais cavidades com ou sem presença de micetoma ou nódulos em imagens de tórax; evidência direta de infecção por Aspergillus (microscopia ou cultivo de biópsia) ou resposta imunológica ao Aspergillus spp.; e exclusão de diagnósticos alternativos, presentes ao menos 3 meses.

Em mais de 90% dos pacientes, o anticorpo contra a Aspergillus (precipitinas) se encontra aumentado. As diretrizes recomendam a remoção cirúrgica da aspergiloma única quando for tecnicamente possível e de preferência por uma técnica cirúrgica torácica vídeo-assistida. Também recomenda o tratamento antifúngico oral prolongado para a APCC, com o objetivo de melhorar a saúde geral e os sintomas respiratórios, parar a hemoptise e prevenir a progressão da doença. Ainda é recomendado um detalhado monitoramento da concentração sérica de azol, interações entre medicamentos e possíveis toxicidades.

Segundo as diretrizes, o ácido tranexâmico e a embolização da artéria brônquica podem controlar a hemoptise – raramente a extirpação cirúrgica controla. Aliás, a hemoptise pode ser um sinal de falha do tratamento ou resistência a antimicóticos. Para pacientes com nódulo único de Aspergillus, o tratamento antifúngico pode ser suficiente se o mesmo não for completamente removido. Para múltiplos nódulos, o tratamento antifúngico pode beneficiar, mas é preciso um acompanhamento médico mais atento.

Fonte: European Respiratory Journal