Av. Ipiranga, 5.311 - Sala 403

Horário de Atendimento:
Seg. a Sexta - 8h às 12h | 13h30 às 17h

Fone: (51) 3384-2889

NÃO ESQUEÇA! Esta área não é um substituto para a consulta médica, é durante as consultas que devem ser retiradas todas as dúvidas.

JAMAIS FAÇA A AUTOMEDICAÇÃO!

Área Restrita

Câncer de pulmão: a nova era de tratamentos

Em 2011, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o remédio gefitinibe, contra câncer de pulmão avançado. Essa foi a primeira alternativa à quimioterapia a chegar ao Brasil.

O gefitinibe atua em uma mutação no gene EGFR do tumor, o que ocorre em 20% dos casos. Além de reduzir as reações adversas, o comprimido oferece, em média, nove meses e meio de controle da enfermidade, contra pouco mais de seis meses da quimioterapia.

Já em 2013 apareceu o erlotinibe, com um mecanismo de ação similar. E, em 2016, desaguaram crizotinibe, nivolumabe e, recentemente, afatinibe. Esses remédios se enquadram na chamada terapia-alvo.

As terapias-alvo surgiram graças aos estudos para maior compreensão dos tumores que se instalam nos órgãos da respiração. “Antes, nós os dividíamos em dois subtipos. Depois descobrimos subtipos dos subtipos. Agora, notamos mutações específicas em cada um deles e estamos desenvolvendo armas para atacá-las”, informa o oncologista Dr. Luiz Henrique de Lima Araújo, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro.

Para se ter noção do potencial, o afatinibe chega a garantir um ano a mais de sobrevida em relação aos quimioterápicos. “A meta é reconhecer outras mutações para oferecer mais soluções”, diz o oncologista Stephen Stefani, do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre.

Mas a terapia-alvo não é o único ramo da oncologia que prenuncia tempos férteis:

Imunoterapia

Em vez de agredir o tumor, a imunoterapia estimula a defesa do nosso corpo a atacá-lo. Liberado no Brasil no ano passado para cânceres avançados e previamente combatidos com quimioterapia, o nivolumabe alcançou uma redução no risco de morte de 27% quando comparado a uma segunda rodada do tratamento-padrão.

Em 2017, outro imunoterápico com ação parecida deve chegar ao país: o pembrolizumabe. Ele é o único aprovado nos Estados Unidos como arma inicial contra tumores avançados no pulmão e têm alta concentração de PDL-1, molécula capaz de reativar a defesa das células contra o câncer.

Nessa situação, o risco de morte cai 40%. “Há pacientes vivendo com câncer avançado faz mais de cinco anos. Antes, isso era impensável”, contextualiza Araújo.

A tendência é que brotem mais imunoterápicos em breve. “E o bom é que eles tendem a funcionar melhor em tabagistas, enquanto a terapia-alvo costuma ser mais eficaz em quem não fuma”, aponta o Dr. Antonio Carlos Buzaid, diretor do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes, em São Paulo.

Hoje, é recomendado aos fumantes e ex-fumantes com idades entre 55 e 74 anos que façam ao menos uma tomografia de pulmão por ano. O método detecta a doença mais cedo e diminui a mortalidade em 20%.

Cabe ressaltar que, em 2016, foram estimados 28.220 novos casos de tumor de pulmão, que mata mais do que os de mama, próstata e colorretal juntos.

Fonte: Pneumoblog/SBPT